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Continuidade

Brasil vai usar ação dos EUA para tentar acelerar acordo Mercosul-UE


A UE não conseguiu finalizar o acordo de livre comércio no mês passado, depois que a Itália e a França lideraram uma campanha para adiá-lo, argumentando que ainda faltavam proteções adequadas para os agricultores europeus.


O governo brasileiro considera que a tentativa de Donald Trump de aumentar a influência americana na América do Sul, de forma especial após a ação militar dos EUA na Venezuela, tende a afetar atuais acordos comerciais da União Europeia.

A avaliação é que a percepção no bloco europeu é de que os países têm perdido espaço para uma nova ordem geopolítica capitaneada pelos Estados Unidos e China.


Lula já disse que, se o acordo não for fechado no início deste ano, o Brasil abandonará as tratativas e reforçará sua relação comercial com seus principais parceiros econômicos: China e Estados Unidos.

Sob pressão tanto política como econômica, a União Europeia tem tentado chegar a um consenso até o final de janeiro, antes que os países europeus percam mais mercados na América do Sul.

Um porta-voz da Comissão da União Europeia disse à Reuters na segunda-feira (5) que houve um progresso nas últimas semanas em direção à assinatura do acordo comercial. Segundo ele, um anúncio sobre o assunto deve ser feito em breve.


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