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Continuidade

Peritos da PF citam risco de ‘perda de vestígios relevantes’ após decisão de Toffoli de enviar provas para PGR


Nota de associação foi divulgada em meio a um vaivém sobre o acesso aos celulares apreendidos na operação do caso do Banco Master. Nesta quinta-feira (15), ministro do STF autorizou PF a periciar os celulares apreendidos, mas restringiu o acesso a 4 peritos da corporação.


15/01/2026 19h16 Atualizado há 2 horas

Caso Master: Toffoli autoriza PF a periciar celulares apreendidos


Caso Master: Toffoli autoriza PF a periciar celulares apreendidos


Peritos da Polícia Federal (PF) afirmaram, nesta quinta-feira (15), que a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar o envio das provas da fase mais recente da operação do caso do Banco Master para a Procuradoria-Geral da República (PGR) traz preocupações técnicas para a investigação.


Em nota, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) alerta para a possibilidade de “perda de vestígios relevantes” em razão da ausência do envio dos materiais à perícia criminal.


"A postergação do envio ou a realização dos exames fora das unidades oficiais de criminalística, sobretudo em relação a dispositivos eletrônicos, pode levar a perda de vestígios relevantes para a persecução penal, ou mesmo à perda de oportunidades técnicas, por vezes irrepetíveis, como a análise de aparelhos ainda ativos ou recentemente desbloqueados, além de possibilitar eventuais modificações automáticas inerentes ao próprio funcionamento dos sistemas operacionais", diz a nota.


Dias Toffoli viajou em avião particular junto com advogado do Banco Master — Foto: AFP via BBC


Dias Toffoli viajou em avião particular junto com advogado do Banco Master — Foto: AFP via BBC


A nota foi divulgada em meio a um vaivém sobre o acesso aos celulares apreendidos na Operação Compliance Zero. Na quarta-feira (14) após a segunda fase da investigação, Toffoli havia determinado que as provas fossem armazenadas e lacradas no próprio STF. Ele dizia que as autoridades competentes iriam periciar, mas não especificava quais nem como.


Depois, ainda na quarta, Toffoli determinou que o material apreendido pela PF ficasse na PGR e não mais no STF, após a PF pedir para Toffoli rever a decisão, apontando risco de frustração da operação caso o material não fosse submetido à perícia e a PGR dar parecer pela revisão da decisão de Toffoli, pedindo que o material ficasse com a polícia.


Nesta quinta-feira (15), Toffoli autorizou a Polícia Federal a periciar os celulares apreendidos. No entanto, restringiu o acesso a 4 peritos da corporação. Além disso, a Procuradoria-Geral da República deverá acompanhar os trabalhos.


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