Mudança na cobrança do Fio B em 2026 reduz economia de condomínios com energia solar
Condomínios do Distrito Federal que investiram em geração de energia solar própria ou compartilhada sentem no bolso, em 2026, uma nova etapa da cobrança do chamado "Fio B" — componente da tarifa de energia que remunera a distribuidora pela manutenção da rede elétrica. Desde janeiro, consumidores com sistemas instalados após 7 de janeiro de 2023 deixaram de receber compensação sobre 60% do valor do Fio B, ante 45% em 2025, 30% em 2024 e 15% em 2023 — última etapa de uma transição escalonada prevista em lei.
Na prática, isso significa que apenas 40% do Fio B ainda é compensado nos créditos de energia gerados pelos painéis solares desses condomínios, o que reduz o retorno financeiro do investimento e aumenta o tempo de payback dos sistemas mais recentes. Simulações do setor apontam perdas de mais de R$ 120 na compensação de cada 1.000 kWh injetados na rede, valor que varia conforme a distribuidora local. Sistemas aprovados antes de janeiro de 2023 continuam isentos da mudança, por regra de transição.
Para condomínios de Brasília, cidade com um dos maiores índices de irradiação solar do país e crescente número de instalações fotovoltaicas em áreas comuns — especialmente em empreendimentos de Águas Claras, Noroeste e Sudoeste —, a mudança reacende o debate sobre o momento ideal para investir em energia solar. Especialistas do setor recomendam que síndicos que ainda avaliam a instalação façam simulações atualizadas de retorno financeiro antes de levar o projeto à assembleia, considerando o novo patamar de compensação.
Mesmo com a redução do benefício, administradoras do DF avaliam que a energia solar segue vantajosa para condomínios com alto consumo em áreas comuns — como iluminação, elevadores e bombas d'água —, ainda que o retorno do investimento demore mais tempo para se consolidar do que em anos anteriores.
Fonte: Canal Solar






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