Morador é denunciado por agressões, homofobia e perseguição contra síndico de condomínio em Porto Alegre
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou à Justiça um morador acusado de agredir, ofender com termos homofóbicos e perseguir o síndico do condomínio onde vive, em Porto Alegre. A denúncia foi divulgada em 1º de outubro. O síndico é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
De acordo com a promotora Gisele Müller Monteiro, os ataques começaram em junho, durante uma discussão entre moradores. Na ocasião, o acusado teria partido para cima do professor e feito comentários homofóbicos na frente de outras pessoas. Nos meses seguintes, até setembro, a situação teria se agravado com provocações, ameaças e intimidações, incluindo episódios em que o morador bloqueava a passagem do síndico e o encurralava em áreas comuns.
O homem responde por vias de fato, injúria preconceituosa, perseguição e incitação à discriminação por orientação sexual. Ele está em prisão preventiva, medida que, segundo o MPRS, busca proteger a vítima e as testemunhas e evitar que a violência aumente. A vítima precisou mudar a rotina por medo e pelo desgaste psicológico.
O caso ilustra um risco presente na rotina de quem administra condomínios: síndicos, administradores e funcionários podem se tornar alvo de moradores insatisfeitos com regras, multas ou decisões da assembleia. Em situações assim, a recomendação é registrar boletim de ocorrência, guardar provas (vídeos das câmeras, mensagens e testemunhas) e, quando houver reiteração, buscar medidas protetivas na Justiça.
No Distrito Federal, o SEICON-DF reforça que porteiros, zeladores e demais trabalhadores também têm direito a um ambiente de trabalho seguro e devem comunicar à administração qualquer ameaça ou agressão sofrida no condomínio.
Fonte: Poa24horas, com informações do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)






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