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Continuidade

Uma trabalhadora foi resgatada após 55 anos de trabalho sem salário, em um condomínio de luxo no Ceará

Uma trabalhadora doméstica de 62 anos foi resgatada de condições análogas à escravidão em um condomínio de luxo no Ceará, após passar 55 anos trabalhando sem receber salários. Ela prestava serviços desde os 7 anos de idade para três gerações de uma mesma família, realizando tarefas domésticas e cuidados pessoais sem acesso a direitos básicos laborais.



A operação de resgate foi coordenada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) e teve apoio do Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal, que constataram que a idosa era mantida em uma situação de extrema vulnerabilidade e total isolamento social, sem nenhum controle de sua própria vida ou finanças. A família alegava que a vítima era tratada "como se fosse da família" para justificar a ausência de remuneração legal.



Os “empregadores” reconheceram vínculo empregatício apenas a partir de 21 de julho de 2014, mas a AFT estima que os salários e direitos da resgatada ultrapassam a cifra de R$ 1,5 milhão.



A trabalhadora deverá receber R$ 50 mil em verbas rescisórias e a família para o qual trabalhava firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho para adquirir um imóvel para a vítima do valor mínimo de R$ 150 mil e custeio de contribuições previdenciárias até a aposentadoria dela, mas a resgatada ainda poderá buscar na justiça o pagamento de eventuais indenizações.


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