Cinco anos após tragédia de Surfside, EUA retomam projeto para financiar reparos estruturais em condomínios
As deputadas americanas Debbie Wasserman Schultz e Maria Salazar, ambas da Flórida, reapresentaram em julho de 2026 o projeto de lei "Making Condos Safer and Affordable Act" no Congresso dos Estados Unidos, cinco anos após o colapso da Champlain Towers South, em Surfside, que matou 98 pessoas em 2021. A parlamentar classificou o desabamento como "uma tragédia inimaginável, mas totalmente evitável", que expôs falhas graves na manutenção estrutural de edifícios residenciais em todo o país.
O projeto bipartidário busca facilitar o acesso de condomínios e seus moradores a linhas de crédito público e privado para reparos estruturais e de segurança. Entre as medidas propostas estão a inclusão de avaliações extraordinárias (cobranças especiais para obras) no programa de financiamento habitacional 203(k), a ampliação do limite de empréstimos do programa Title I para até 55 mil dólares, a simplificação do processo de solicitação de crédito e a autorização de seguro federal (FHA) para empréstimos de reabilitação em condomínios, limitando a cobertura a 90% dos custos da obra.
A proposta tem apoio do Community Associations Institute, entidade que representa condomínios e associações de moradores nos Estados Unidos, e integra um movimento mais amplo de revisão de regras de segurança predial no país desde a tragédia de Surfside — que também impulsionou leis estaduais na Flórida exigindo inspeções estruturais periódicas e reforço de fundos de reserva.
O caso americano ressoa no debate brasileiro sobre manutenção preventiva em condomínios antigos, incluindo no Distrito Federal, onde prédios das primeiras superquadras do Plano Piloto e de cidades como Taguatinga e Ceilândia já somam décadas de uso. Especialistas em engenharia predial reforçam que inspeções estruturais periódicas e reforço do fundo de reserva são a principal ferramenta de prevenção contra acidentes graves — no Brasil, sem um programa federal de crédito equivalente ao americano.
Fonte: Gabinete da deputada Debbie Wasserman Schultz (Câmara dos Representantes dos EUA)






Comentários