Reforma tributária pode elevar taxa condominial em até 28% a partir de 2027; entenda o impacto no DF
A reforma tributária brasileira, que entra em fase de testes em 2026, deve provocar um aumento expressivo nos custos operacionais de condomínios em todo o país — e o Distrito Federal não é exceção. A unificação de tributos como PIS, Cofins, ISS, ICMS e IPI em dois novos impostos, a CBS (federal) e o IBS (estadual/municipal), tende a elevar a carga tributária sobre serviços terceirizados de portaria, limpeza, segurança e manutenção predial, com reflexo direto no valor da taxa condominial.
Hoje, prestadores de serviço pagam entre 2% e 5% de ISS somados a cerca de 3,65% de PIS/Cofins em regime cumulativo. Com o novo sistema de IVA dual, a alíquota combinada de CBS e IBS deve chegar entre 26% e 28%. Como o condomínio é o consumidor final da cadeia — e não pode aproveitar créditos tributários —, especialistas apontam que esse aumento tende a ser repassado quase integralmente aos moradores, com estimativas de reajuste entre 2,10% e 6,50% na taxa condominial, a depender do perfil de serviços contratados por cada prédio.
O cronograma de transição já começou: 2026 é um ano de testes, com alíquota simbólica de 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS); em 2027 o CBS entra em vigor de forma plena e o PIS/Cofins são extintos; entre 2029 e 2032 ocorre a extinção gradual do ISS e do ICMS; a transição se completa em 2033.
Para síndicos e administradoras de condomínios no DF, a recomendação de especialistas é começar desde já simulações orçamentárias considerando reajustes de 2% a 6% nos contratos de serviços terceirizados, renegociar cláusulas de reajuste tributário com fornecedores e fortalecer o fundo de reserva para absorver essas variações. Comunicação transparente com os moradores sobre os futuros ajustes na taxa condominial também é apontada como essencial para evitar desgastes junto à assembleia.
Fontes: SíndicoNet e Omie.






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